Foto: Rodrigo Moraes
A madeira estava empilhadas à sombra destas árvores, nos fundos da Escola Agrícola
Uma medida inesperada e inexplicável da administração Erival Capistrano vem intrigando os educadores da cidade nos últimos dias. Estava prevista para breve, como parte das atividades de equoterapia oferecidas pela APAE aos seus alunos, o início de aulas de confecção de baias na Escola Agrícola, atualmente desativada. A madeira a ser utilizada pelas crianças e jovens já estava inclusive acondicionada nas dependências desta instituição, cedida à APAE pela Secretaria Municipal de Agricultura graças a uma iniciativa do antigo titular da pasta, Roberto Casetta.
Ocorre, todavia, que a recente substituição judicial de Juviano Lincoln por Erival Caspistrano – e a conseqüente troca de Roberto Casetta por Lecindo Pedro da Silva – ensejou o advento de uma série de eventos misteriosos, quase paranormais, que redundaram no sumiço das numerosas vigas e ripões e meias-tábuas outrora empilhadas à sombra das frondosas árvores existentes nos fundos da Escola Agrícola. Nesta semana, criaturas adentraram o local à sorrelfa e levaram quase toda a madeira para destino ignorado, talvez outra dimensão, privando as crianças da APAE do material necessário à confecção das baias.
Alertada por citadinos inconformados com a arbitrariedade, a reportagem do Divisor esteve na Escola Agrícola no dia 29 e constatou a veracidade do rumor. Pôde-se observar que havia marcas de pneus de caminhonete nas proximidades das árvores. Os rastros eram recentes, pois, sendo o chão de terra poeirenta, o vento já os teria desfeito caso fossem antigos – evidência óbvia aos olhos de quem já assistiu aulas de reconhecimento do terreno. Sob as árvores, não havia mais vigas ou ripões. Restaram apenas os gravetos que lhes serviam de suporte, dispostos na forma de retângulo.
O misterioso e inexplicável sumiço da madeira levou muitos educadores – e mesmo cidadãos comuns – a indagar quem ganha e o que ganha com essa medida. Por enquanto, sabe-se apenas das perdas: perde a APAE e perdem as crianças e jovens agasalhadas pela instituição.
Fonte: Redação