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Casos de microcefalia diminuem, mas Estado está em alerta com chikungunya 183


Fotografia: Reprodução

casos de microcefalia caíram 98% em 2017, em Mato Grosso, na comparação com 2016. Apenas um caso confirmado foi registrado pelo serviço de Vigilância Epidemiológica, enquanto que em 2016 houve 66.

Os números de levantamento da secretaria estadual de Saúde (SES) que mostram também uma acentuada queda na contaminação pelo Zika vírus. Os casos caíram de 24.803 para 2.515, redução de 89,8% entre 2016 e 2017.

O registro de microcefalia, no entanto, pode subir, pois a Vigilância ainda investiga 35 casos suspeitos, sendo 8 em Cuiabá, 8 em Várzea Grande, 2 em Rondonópolis e outros 18 municípios com um caso cada. Ainda assim, há uma boa perspectiva em relação ao ano anterior. Além dos 66 confirmados, 2016 fechou com 88 casos de suspeita em investigação – 23 em Rondonópolis e 20 em Cuiabá.

Do total, 43,29% dos casos foram descartados, 34,43% estão em investigação, 19,49% são de confirmados e 2,78% de casos prováveis com alterações congênitas relacionadas ao Zika vírus ou outros agentes infecciosos.Conforme a SES, 395 casos de microcefalia foram registrados em Mato Grosso desde 2015, seguindo as definições do protocolo de vigilância para recém-nascido, natimorto, abortamento ou feto. Dos 141 municípios, 67 tiveram pelo menos uma contaminação, com concentração na região Sul: 113 (28,6%) em Rondonópolis, 58 (14,68%) em Cáceres, 57 (14,43%) em Cuiabá, 23 (5,82%) em Várzea Grande e os outros 144 (36,47%) com ocorrência dispersa nos demais municípios.

No ano passado, Cuiabá teve a maior redução, de 62,2%. As ocorrências registradas caíram de 1.412 para 533. Em Várzea Grande, houve situação parecida e a redução foi de 61,5% - de 1.540 para 592 casos no período.

Alerta de surto da chikungunya

A ocorrência da chikungunya aumentou 184% em Mato Grosso em 2017. A quantidade de casos registrados pela Vigilância Epidemiológica Estadual passou de 1.275, em 2016, para 3.617. A doença é transmitida pelo mosquito aedes aegypti, o mesmo fator causador da dengue e do zika vírus; doenças, que ao contrário, tiveram queda acentuada ano no passado.

A chikungunya, além de dor nas articulações, pode provocar miocardite, como dor no peito, palpitação, cansaço e falta de ar, devido a dilatação do coração.

A subida de contaminações foi puxada principalmente por Várzea Grande, município que concentra mais de dois mil casos. Conforme balanço da SES, foram registrados 2.350 contágios entre janeiro e dezembro do ano passado, número que supera em 5.860% os 4 casos registrados em 2016. A incidência passou de 6 para 866 casos a cada 100 mil habitantes.

A chikungunya tem histórico recente em Mato Grosso. O primeiro surto ocorreu em 2013, e isso pode ser interpretado como que um número maior de doentes pode aparecer (Ludmila)

A coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Ludmila Sophia de Souza, diz que a Vigilância Epidemiológica trabalha com duas hipóteses de explicação do aumento de casos em Várzea Grande. A cidade pode estar em infestação do aedes aegypti ou o serviço de controle sanitário pode estar mais sensível à situação e tem registrado mais casos.

“Ainda assim, não está descartada a possibilidade de ocorrência das duas situações. A chikungunya tem histórico recente em Mato Grosso. O primeiro surto ocorreu em 2013, e isso pode ser interpretado como que um número maior de doentes pode aparecer.”

No início do ano, a secretaria de Saúde Várzea Grande emitiu um alerta de possível surto da chikungunya neste semestre. Dados do sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan-MT) mostram que em 2017 foram confirmados 5.050 casos de doenças transmitidas pelo aedes aegypti (dengue, zika vírus e chikungunya) em Várzea Grande. Mais que o dobro dos pouco mais de 2 mil casos de 2016. Outras cidades com mais casos em Mato Grosso são Cuiabá (792) e Rondonópolis (161).

A secretaria de Várzea Grande informou que iniciou no dia 1° deste mês uma operação para o combate do mosquito com aplicação de “fumacê” com cobertura de 100% dos bairros. Doze carros fumacê e caminhões caçamba e pá carregadeira devem fazer serviços de limpeza e dedetização em 42 dias.

Gilberto Leite

rosina djuho ufmt

Pesquisadora da saúde da UFMT, Rosina Djunko, diz que há problemas sérios em Mato Grosso de acúmulo de lixo e falta de reserva adequada de água

A dengue

Quanto à dengue, os casos baixaram de 29.632, em 2016, para 11.909 em 2017 (-59%). Esse registro coloca Mato Grosso num quadro de baixa incidência por 100 mil habitantes, mas o número global ainda é considerado alto.

“Todo período de chuva há aumento de casos. Em janeiro de 2018 poderemos ter um baixo número, mas a partir de fevereiro a tendência é que suba. Há problemas sérios em Mato Grosso de acúmulo de lixo e falta de reserva adequada de água, as principais situações para a reprodução do mosquito”, diz a pesquisadora da saúde da UFMT, Rosina Djunko.

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