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GOLPE

Secretário diz que Mauro ao governo e recuo de Taques soam como golpe e boataria da oposição 373


Fotografia: Reprodução

secretário de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), Suelme Fernandes Evangelista, considera tentativa de golpe e indústria da boataria por parte da oposição a possibilidade do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes concorrer ao Governo do Estado contra o governador Pedro Taques (PSDB). “Mais uma vez são boatos das pessoas que representam velhas políticas. Pessoas que sonham com uma cisão aqui para construírem uma viabilidade política. Fora isso, estão todos mortos na próxima eleição”, dispara referindo-se aos opositores.

Suelme, que ocupou a pasta municipal de Cidades na gestão de Mauro, afirma que o ex-prefeito nunca anunciou uma possível candidatura. Acredita que isso é fruto dos que apostam no racha do grupo. O secretário lembra ainda que os únicos nomes que se ventilam na oposição são do conselheiro afastado do TCE Antonio Joaquim e do senador Wellington Fagundes (PR).

Joaquim está com dificuldade de viabilizar sua candidatura, uma vez que possui imbróglio com a Justiça acerca da sua aposentadoria ou não, necessária para filiar-se a um partido até abril e concorrer ao governo. Wellington, por sua vez, é cotado pelo PR para assumir o ministério dos Transportes em abril, o que também o tiraria do cenário eleitoral.

Diante das incertezas, Suelme acredita na unidade do grupo que elegeu Taques em 2014. “Nascemos na mesma placenta, temos o mesmo cordão umbilical, mesma história política”, relata o secretário referindo-se à coligação Mato Grosso Muito Mais, quando Mauro e Taques disputaram pela mesma coligação ao governo e ao Senado, respectivamente.

O secretário lembra que a coligação foi criada para inserir uma nova gestão com o trato da coisa pública e que foram preservados na administração tucana. Alerta que a sociedade mato-grossense não pode perder o que considera “patrimônio político” e de combate à corrupção. “A oposição solta uns tracks (bombinhas) para tentar a desunião, a discórdia. Mas precisamos construir a concórdia, pacificação e construção desse projeto que tem os princípios que colocamos desde o MT Muito Mais”, relembra.

Suelme cita também os “ex-mauristas” que hoje fazem parte do Governo Taques, como Thiago França (Detran), Leonardo Oliveira (Esporte), Rogério Gallo (Fazenda) e Guilherme Muller (Planejamento). Por isso, avalia que o grupo continua forte e unido com vista à reeleição do governador. “Estamos na essência do governo, mas do que no começo. Essa capacidade de dialogar com agentes políticos é que construiu esse projeto. Uma demonstração que continuaremos juntos”, considera.

“Um governador tem quase que legitimidade e caminho natural para processo de eleição. Sacar isso, interromper essa expectativa legítima da constituição e legislação é tentativa de golpe”

Questionado se o governador poderia recuar do projeto ao governo, por causa da sua considerável rejeição, para dar espaço a outro nome do mesmo grupo político, como o próprio Mauro, o secretário refuta de pronto essa possibilidade. Considera falta de respeita tratar essa alternativa. “Um governador tem quase que legitimidade e caminho natural para processo de eleição. Sacar isso, interromper essa expectativa legítima da constituição e legislação é tentativa de golpe”, dispara.

Suelme sustenta que nem os dissidentes do PSB que estão a caminho do DEM, como o deputado federal Fabio Garcia e o presidente da Assembleia Eduardo Botelho, expressaram essa vontade. “Avaliações todos têm direito de fazer, mas no afã de querer contribuir, ajudar a construir.”

Apesar de negar qualquer tentativa cisão, nos bastidores, a possível candidatura de Mauro seria articulada pelo ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), que chegou a negar qualquer conversa sobre política e só começa os diálogos após o Carnaval. Mauro, que deve se filiar ao DEM, se considera mais com perfil de gestor e do que legislativo.

Outro fator é a rusga entre Taques e o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que pretende disputar o Senado. Nos bastidores, o governador avalia essa possibilidade como inviável, pois a sigla teria candidato em duas das quatro vagas da majoritária, inviabilizando aglutinação das legendas da base governista.

O fato gerou desconforto e o chefe do Executivo cogita até deixar o ninho tucano. O PPS, inclusive, já demonstrou interesse no governador, que está mandando à sigla os seus aliados e possíveis candidatos na eleição do ano que vem, como o secretário estadual de Educação, Marco Marrafon, que pode disputar a deputado federal.

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