Sábado, 15 de junho de 2024
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ESTADO DE EMERGÊNCIA

Tangará pode enfrentar racionamento de água por falta de chuvas

Situação já ocorreu em 2020 e 2021, quando família ficaram dias sem abastecimento de água tratada em casa

Na última segunda-feira (7), o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson (PSDB), decretou “situação de emergência” devido à crise hídrica no abastecimento de água dos moradores da cidade. A situação é considerada preocupante e há possibilidade de o município realizar, como em anos anteriores, racionamento de água nos bairros.  

De acordo com o decreto, a previsão é que a “situação de emergência” se encerre até o dia 31 de dezembro deste ano, ou quando iniciarem os períodos de chuva.

Nos anos de 2020 e 2021, o prefeito também havia decretado situação de emergência diante dos níveis dos rios e córregos da região, que estão bem abaixo dos padrões. Na época, famílias chegaram a enfrentar dias sem o abastecimento, precisando comprar água de poços artesianos e pagando preços absurdos por isso, devido à alta demanda.

 

Em 2022, foram iniciadas as discussões para iniciar a captação de um rio maior a fim de realizar a distribuição adequada de água no município. Entretanto, a prefeitura colocou o plano em prática apenas no mês de junho de 2023.

Ao Mídiajur, o diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Marcos Scolari, informou que o problema da falta de água está relacionada à bacia do Rio Queima Pé, que é muito pequena para a demanda. É nesse rio em que foi construído, cerca de 40 anos atrás, todo o aparato para a distribuição de água no município que, na época, funcionava. Atualmente, o curso hídrico não é mais viável para 106,4 mil habitantes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

“Funcionava bem até certo período, mas a população foi crescendo, a demanda aumentando, e a bacia ficou pequena. Hoje existe a necessidade urgente de trazer a água de um rio maior, que é o Rio Sepotuba”, afirmou o diretor do Samae.  

Questionado sobre o racionamento de água que ainda não está sendo realizado, mesmo após o decreto, Marcos disse que a capacidade de distribuição do Rio Queima Pé é de 300 litros por segundo e, se a chuva não vir, terá que diminuir gradativamente. “Se realmente a chuva demorar a vir, teremos que fazer o racionamento, provavelmente a partir da semana que vem”, respondeu Marcos.  

Sobre as obras de captação no Rio Sepotuba,o prazo de entrega está previsto para junho de 2024. Segundo Marcos, até o momento a construção está em 20%.

 
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