Sábado, 13 de julho de 2024
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PARAÍSO EM CHAMAS

Raios deram início ao fogo no Pantanal; "Situação está fora de controle", diz biólogo

Segundo especialistas, a principal causa pelo fogo na região é a ação humana, mas uma seca excepcional contribuiu para agravar o problema de incêndios no Pantanal.

Os incêndios que atingem o Pantanal desde o dia 3 de outubro deste ano, tiveram início por conta da seca excepcional e também pelos raios que atingiram a região. De janeiro até agora, um milhão de hectares em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já foram destruídos por queimadas, segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Segundo especialistas, a principal causa do fogo na região é a ação humana, mas a seca dfevido à estiagem histórica contribuiu para agravar o problema de incêndios no Pantanal.

 

“A maior parte dos incêndios florestais se inicia pela mão do homem. Cerca de 98% dos incêndios são antropogênicos e o restante são causas naturais. Mas o que aconteceu esse ano, aqui no Parque Encontro das Águas, foram descargas atmosféricas, foram raios. Isso inicia incêndios”, disse o bombeiro Paulo Andrade da Silva Barroso.

A falta de chuva, as altas temperaturas e ventos fortes também dificultam os trabalhos para apagar os incêndios, que se alastram facilmente por conta da vegetação seca.

Conforme o biólogo Gustavo Figueiroa, da ONG SOS Pantanal, a situação está fora de controle. “Tem um foco muito grande que está consumindo o Parque Estadual Encontro das Águas há mais de um mês e ele já tomou proporções no Pantanal sul e está completamente fora de controle. Ele está vindo de encontro a outro foco maior ainda, que vem da região do Parque Nacional. Esses dois focos tendem a se encontrar em breve”, afirmou.

O fogo também ameaça animais do Pantanal. Segundo biólogos, a fauna ainda não se recuperou dos grandes incêndios no bioma em 2020.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, cerca de 60 militares continuam combatendo as chamas na região do Parque Estadual Encontro das Águas e na Transpantaneira. As ações contam com o apoio de três aviões da Defesa Civil do Estado, helicóptero do CIOPAer, 11 barcos, viaturas e caminhões-pipa.



 

Oito frentes de combate

No total, são oito frentes de combate aos incêndios no Pantanal. As frentes se dividem no Parque Estadual Encontro das Águas, bacia hidrográfica do Rio Sararé, região de Mimoso, comunidade São Pedro de Joselândia, Fazenda Alvorada do Pantanal, fronteira com a Bolívia/San Matías, e nas áreas federais Parque Nacional do Pantanal/Reserva do Dorochê e Terra Indígena Portal do Encantado.

Atuam em toda região do Pantanal mato-grossense cerca de 100 bombeiros de Mato Grosso, sendo 60 apenas no Parque Estadual Encontro das Águas. As ações contam ainda com o apoio de três aviões da Defesa Civil do Estado, helicópteros do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) e Ibama, 11 barcos, viaturas e caminhões-pipa.

 
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