Sexta-feira, 24 de maio de 2024
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ESTUPRADAS E DEGOLADAS

Pai de família morta em chacina se pronuncia pela primeira vez: "Vou e volto e não tenho minha casa"

Regivaldo Batista Cardoso deu entrevista ao SBT Comunidade de Sorriso. A reportagem vai ao ar nesta sexta-feira (19).

Pai de família morta em chacina se pronuncia pela primeira vez:

Foto: SBT Comunidade

Regivaldo Batista Cardoso, marido de Clecy Calvi Cardoso, 46 anos, e pai das meninas Miliani Calvi Cardoso, 19 anos; Manuela Calvi Cardoso, 13; Melissa Calvi Cardoso, 10 anos, conversou com a imprensa pela primeira vez desde que teve a família assassinada pelo pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos, 32 anos. O crime aconteceu em novembro. 

Cleci, Miliane e Manuela foram esfaqueadas no pescoço e estupradas enquanto ainda agonizavam e Melissa foi asfixiada até a morte, na casa onde moravam em Sorriso (420 km de Cuiabá).

 

Na entrevista, feita pelo SBT Comunidade de Sorriso, Regivaldo aparece desolado. "Eu vou e volto e não tenho minha casa, não tenho minha esposa, não tenho minhas filhas, que graça tem viver desse jeito?." A reportagem completa será exibida nesta sexta-feira (19).

 

 

A reportagem mostra o carinho das meninas mais novas com a mãe e registros pessoais da família. "A gente não consegue imaginar o tamanho do esforço que elas fizeram para se salvar", comenta Conrado Pavelski Neto, advogado da família.

 

 

Segundo a reportagem, o assassino, que trabalhava na obra ao lado, teve acesso à casa por um andaime que estava montado ao lado do muro. Ele conseguiu atravessar a cerca elétrica e invadir a casa pela janela do banheiro.

 

Preso em flagrante, Gilberto confessou o crime. Ele disse que entrou na residência pela janela do banheiro e ficou no local do dia 24 de novembro até a madrugada do dia 25, de sexta para sábado. Segundo ele, o alvo era Cleci, mas perdeu o controle após as adolescentes ouvirem os gritos da mãe e tentarem defendê-la. Os corpos só foram encontrados no dia 27 de novembro (segunda-feira), quando familiares estranharam a falta de contato com as vítimas e acionaram a polícia para entrar na residência.

Na época, Regivaldo estava em viagem no Paraná a trabalho e teria enviado áudios a um amigo, preocupado com o 'sumiço' da família. “Rapaz, eu estou desde sexta-feira de noite sem contato com minha família lá, com a minha mulher, com minhas filhas, cara, tudo desligado os telefones”, dizia no aúdio.

 
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