Terça-feira, 16 de abril de 2024
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PREFEITURA DE CUIABÁ

Júlio ameaça deixar o União e fala em debandada se Botelho não for escolhido por Mauro

Desde o ano passado, Botelho disputa internamente com o Chefe da Casa Civil Fábio Garcia (União).

 

O deputado Júlio Campos (União) disse que a tendência natural é que ele e outras lideranças deixem o União Brasil caso o candidato do partido, para disputar a Prefeitura de Cuiabá em 2024, não seja o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União). Desde o ano passado, Botelho disputa internamente com o Chefe da Casa Civil Fábio Garcia (União). 

“Não sou apenas eu, não. Um grupo político apoia o Botelho e só tem esse caminho. O Botelho vai ter que sair do partido e os seus apoiadores. Como você vai ficar no União Brasil se o candidato é Fábio Garcia? É nosso amigo, é um bom candidato, mas nós temos compromisso com a candidatura do Botelho. Então se o Botelho sair do partido só resta a mim, ao Dilmar a todos os deputados, a todos os companheiros do União Brasil que estão com ele deixar o partido e fazer um novo rumo”, disse Júlio Campos em entrevista ao RepórterMT.

 

O deputado ainda lembrou as palavras do governador Mauro Mendes (União), que disse que ninguém nasce acorrentado. É o chefe do Executivo Estadual quem vai definir o nome do candidato do União Brasil em Cuiabá. 

 

“O próprio governador disse que ninguém nasce acorrentado, não é? Então como ninguém está acorrentado com ninguém, está na hora de ter liberdade. Vamos fazer uma reunião segunda-feira com o governador, ou terça no mais tardar, com esse grupo todo para decidir o imbróglio da Prefeitura de Cuiabá”, disse.

 

 

Um novo lar

Caso Júlio saia mesmo do União, o caminho mais provável é a ida para o Partido da Renovação Democrática (PRD), criado em 2023 a partir da fusão do PTB e do Patriota. 

“É um partido novo, a sigla é muito boa, o número é 25, que é o nosso número de origem, né? Desde os anos 90, desde o tempo do PSL, PSL, DEM, tudo era 25”, pontuou.

Júlio assegurou, ainda, que se o grupo dissidente do União Brasil, liderado por ele próprio e por Dilmar Dal Bosco, assumir o controle do partido, a legenda permanecerá na base aliada do governador Mauro Mendes.

“Essa mudança aqui não tem nada a ver com o governo, tem a ver com a eleição municipal de Cuiabá. A única razão de haver essa mudança é a candidatura do Botelho à prefeitura de Cuiabá. É uma candidatura quase vitoriosa e que poderá ser inviabilizada se não houver partido”, concluiu.

 
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