Terça-feira, 16 de abril de 2024
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VERGONHA

Colapso na saúde de São José do Rio Claro: contrato milionário, serviços precários

Vereador suspeita de falhas graves e desperdício de recursos na gestão da saúde pelo Instituto São Lucas

A prefeitura de São José do Rio Claro celebrou um contrato de aproximadamente R$ 1 milhão mensal com o Instituto Social de Saúde São Lucas (ISSSL), que é o mesmo Instituto Social Resgate à Vida, para realizar o gerenciamento, operacionalização e execução das atividades do Pronto Atendimento e do Hospital Municipal.

O dinheiro do contribuinte é repassado religiosamente todo mês para o ISSSL, porém, este não cumpre com o serviço médico prometido no contrato de prestação de serviços.

O vereador Pelezinho, em entrevista à Bronca Popular, foi enfático ao afirmar que a saúde pública do município saiu da UTI e foi direto para o cemitério. A declaração do parlamentar pode parecer exagerada, mas reflete uma verdade incontestável.

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 Vereador Pelezinho denuncia morte de paciente por negligência e analisa abertura de CPI para investigar contrato com São Lucas

Na última sexta-feira (23/02), um homem deu entrada no Pronto Atendimento com reclamação de dor intensa. Ignorado pelo médico plantonista, o estado de saúde do paciente piorou. No início da noite do mesmo dia, o paciente foi transferido para o Hospital Municipal, sendo atendido pelo mesmo médico que negligenciou seu atendimento no Pronto Atendimento.

Descobriu-se posteriormente que o homem era portador de hérnia inguinal.

Sem atendimento qualificado, o homem veio a óbito.

Precisando ser entubado, porém, surpreendentemente, o médico responsável técnico da Oscipe não sabia realizar o procedimento.

Casos semelhantes a este se repetem frequentemente na rede pública municipal de saúde.

O ISSSL recebe o dinheiro do contribuinte sem entregar o prometido no contrato.

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 Secretária de Saúde, Cleide Anzil: leniência com Instituto São Lucas

Por razões inexplicáveis, a secretária de Saúde, Cleide Anzil, demonstra leniência e camaradagem com o Instituto São Lucas.

Segundo o vereador Pelezinho, tanto no Pronto Atendimento quanto no Hospital Municipal não há médicos cirurgiões ou de nenhuma especialidade.

Na ausência de obstetras e anestesistas, partos são realizados em unidades de saúde de Diamantino ou de outras cidades.

Um dado alarmante é que entre junho de 2023 e o início de fevereiro deste ano, 64 crianças nasceram fora do domicílio.

O Instituto São Lucas também não presta serviços de exames laboratoriais e de imagens.

O ortopedista atende a cada 15 dias, se não houver contratempos.

Apesar do contrato de mais de R$ 1 milhão por mês com o instituto, o município ainda gasta um valor expressivo com o deslocamento em ambulâncias de pacientes acompanhados por enfermeiros, técnicos de enfermagem ou eventualmente médicos, para outros municípios.

Diante do caos na saúde de São José do Rio Claro e da suspeita de irregularidades no contrato com o ISSSL, o vereador Pelezinho está considerando propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.

 
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