Terça-feira, 16 de abril de 2024
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CAOS NA SAUDE

Prefeito de São José do Rio Claro no bico do corvo por contrato milionário na saúde

Vereadores Urias e Pelezinho buscam esclarecer relação suspeita entre prefeitura e Instituto Saúde São Lucas

São José do Rio Claro tem uma população de 14.911 moradores, de acordo com o censo de 2022 do IBGE. A economia do município é baseada na produção agropecuária integrada à atividade industrial, com produção expressiva de cana-de-açúcar, carne bovina e laranja na agropecuária.

A lei orçamentária aprovada em dezembro de 2023 prevê uma receita líquida de R$ 120 milhões para o ano de 2024.

O município, portanto, dispõe de recursos suficientes para oferecer à população uma saúde de qualidade. Infelizmente, por falta de gestão, o serviço de saúde em São José do Rio Claro é seguramente o pior de todo o estado.

Um contrato milionário com o manjado Instituto Social de Saúde São Lucas (ISSSL) serve apenas para justificar a gastança de quase R$ 12 milhões por ano sem prestar o serviço reclamado pela população.

Não à toa, os vereadores Pelezinho e Urias Moreira articulam uma CPI para investigar a relação suspeita entre a Secretaria de Saúde e o ISSSL, uma Oscip que sequer tem certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas).

Esse certificado é concedido pelo Governo Federal, por intermédio dos Ministérios da Educação, do Desenvolvimento Social e Agrário e da Saúde, às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social que prestem serviços nas áreas de educação, assistência social ou saúde.

Desde que assumiu a gestão do Pronto Atendimento e do Hospital Municipal de São José do Rio Claro, o ISSSL tem sido negligente e omisso na prestação dos serviços contratados.

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 Entre agradar o ISSSL e atender a população, secretária de Saúde faz opção pela leniência

Mortes por negligência médica já aconteceram e nada impede que novos óbitos seja registrados, caso os orgãos de controle não tomem providências urgentes.

Nas unidades de saúde, não existem médicos, enfermeiros e equipamentos.

Como não há clínico geral ou cirurgião, fica evidente que não há atendimento com especialistas como ginecologistas, obstetras, ortopedistas ou cardiologistas.

Uma simples unha encravada é motivo para remoção do paciente para Diamantino ou outro município.

Uma matéria veiculada no FolhaMax, nesta segunda-feira, reforça a denúncia deste site veiculada na última sexta-feira, sob o título: Colapso na saúde de São José do Rio Claro: contrato milionário, serviços precários! 

A CPI, caso aprovada pelos vereadores, pode lançar luz sobre o nebuloso contrato da prefeitura com o ISSSL.

Por enquanto, apenas os vereadores Urias e Pelezinho estão dispostos a investigar o caso. Os demais estariam atuando como fantoches da base de bajulação do prefeito Levi Ribeiro, que controla com mão de ferro e mimos sua base na Câmara Municipal.

 
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