Terça-feira, 16 de abril de 2024
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NOBRES

Mesmo proibida, gruta paradisíaca em Nobres recebe visitas clandestinas e MP alerta

A Gruta da Lagoa Azul, em Nobres, a 151 km de Cuiabá, está interditada desde 2002 devido à degradação da área, tem sido palco de visitações e ensaios fotográficos. Segundo o Ministério Público do Estado (MPE-MT), existem inúmeras denúncias de que guias de turismo clandestinos promovem passeios irregulares no local, sem informar os turistas sobre a proibição. O valor da visita chega a custar R$ 250 por pessoa.

Nas redes sociais, quando pesquisada a localização da gruta, é possível ver diversas fotos recentes de pessoas passeando no local. A gruta é formada por rochas e uma lagoa de água cristalina.

Segundo pesquisadores, a lagoa surgiu quando o lençol subterrâneo de água aflorou no local. A cor azul predominante na água envolve uma série de elementos, entre eles carbonato de cálcio e magnésio.

A presidente do Conselho de Turismo de Nobres, Marcy dos Reis, disse que a instituição cobra do estado que conceda a administração da área à iniciativa privada ou ao Poder Público Municipal para evitar maiores danos, já que, segundo ela, os guias clandestinos arrancam as placas que informam sobre a restrição. A área foi fechada por determinação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Desde então, o processo passou a ser de responsabilidade da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Em nota, a Secretaria disse que a Gruta da Lagoa Azul possui alertas e placas avisando da interdição e risco, é monitorada e mantém uma gerência que realiza as orientações. O processo para desinterdição é uma das metas do governo do estado e, segundo a Pasta, está em fase de regularização fundiária.

A Lei 9605/98, relacionada a crimes ambientais, diz que a pessoa que "causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação" está sujeita a prisão de um a cinco anos.

O MP informou que as denúncias recebidas na Promotoria são encaminhadas, imediatamente, para a Delegacia de Polícia para instaurar investigação criminal e responsabilizar os envolvidos. "Para que os responsáveis sejam punidos, é necessário apuração da autoria e, principalmente, o dolo de causar dano. Por isso, também a dificuldade em punir turistas, por exemplo, uma vez que na maioria das vezes alegam que não possuem o conhecimento da interdição", diz.

A Secretaria de Meio Ambiente alerta que qualquer pessoa que esteja entrando no local está infringindo as regras do órgão ambiental e assumindo os riscos de acidentes, pois o local é de difícil acesso e não possui estrutura para o receptivo de turistas.

 
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