PJC
01/04/2026 - 09:51
Uma investigação da Polícia Civil revelou uma tentativa de organização criminosa de estabelecer influência territorial sobre o Complexo Residencial Isabel Campos (CPX) e bairros vizinhos, estabelecendo regras próprias e monitorando a circulação de pessoas e a prática de atividades ilícitas na região.
Ao todo, foram cumpridas 20 ordens judiciais, sendo três mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão. As investigações continuam em andamento.
O delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Antenor Pimentel, afirmou que, apesar da tentativa de domínio, não há áreas no estado onde a polícia não consiga atuar. “Não é a percepção que a gente tem da polícia. Desconhecemos algum local onde a polícia não entra. Todos os locais no estado do Mato Grosso onde a polícia entra”, afirmou.
De acordo com Pimentel, o que chamou a atenção dos investigadores foi a tentativa de criar uma espécie de controle territorial semelhante ao que ocorre em grandes centros urbanos, conhecido popularmente como “complexo” ou “CPX”.
Outro ponto destacado pela Polícia Civil foi a prisão de um MC, que estaria ligado ao grupo criminoso. O delegado ressaltou que a investigação não tem o objetivo de criminalizar a música, mas sim apurar possíveis excessos.
“Não querendo criminalizar a música. Existe um limite entre a manifestação artística, a apologia e a promoção da facção. Contudo, no contexto da investigação, se aproximou mais da promoção da facção criminosa”, disse.
Segundo a apuração, um homem conhecido como “Ceará”, preso em São Paulo, seria o responsável por comandar a organização à distância, atuando como “disciplina”. Ele teria contado com o apoio do MC investigado.
A defesa do MC já foi procurada, mas ainda não havia se manifestado oficialmente até o momento.
“Conversei com a defesa do MC, mas ele ainda não tinha tido contato com o cliente, então ainda não se manifestou”, finalizou o delegado.
Nesse contexto, a facção buscava interferir diretamente na dinâmica da comunidade. “Naquele local, percebia-se que alguns contratos eram passados pelo crivo do ‘disciplina’ do local”, explicou o delegado.
Além disso, havia um esquema de comunicação com moradores para monitorar a presença policial.
“Tinha comunicação com alguns moradores para colocar nos grupos qualquer policial que chegasse, e orientações em geral nesse sentido”, acrescentou.
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