Wesley Moreno/Power Mix
15/05/2026 - 07:25
O aumento dos casos de meningite em Mato Grosso tem gerado preocupação entre a população. Em Diamantino/MT, o médico pediatra Dr. Paulo Siqueira esclareceu o cenário atual da doença, explicou os principais sintomas e reforçou a importância da vacinação como principal forma de prevenção.
Segundo o especialista, embora o estado tenha registrado oito mortes relacionadas à doença, os números ainda não caracterizam uma epidemia ou surto generalizado.
“A população de Mato Grosso, de uma forma geral, tem estado preocupada porque houve um aumento de casos relatados. Mas, estatisticamente, esse aumento ainda é pequeno em relação aos anos anteriores. Não podemos falar em epidemia nem em surto”, explicou o médico.
De acordo com Dr. Paulo Siqueira, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro, provocada pela ação de vírus ou bactérias que atingem o sistema nervoso central.
O pediatra destaca que nem todos os tipos da doença são contagiosos. Conforme explicou, a meningite bacteriana mais comum no Brasil é causada pelo pneumococo, seguida pela hemófilos e, posteriormente, pelo meningococo, bactéria que pode provocar surtos e epidemias.
“No caso da meningite meningocócica, existe possibilidade de transmissão e surtos. Porém, muitos casos ainda estão em investigação e nem todos foram identificados como meningocócicos”, ressaltou.
O médico também reforçou que o Brasil possui um dos programas de imunização mais completos do mundo e destacou que a vacinação infantil é fundamental para reduzir os riscos da doença.
Segundo ele, crianças recebem proteção contra os principais tipos de meningite ainda nos primeiros meses de vida, através das vacinas pneumocócica, hemófilos e meningocócica ACWY.
“A faixa etária pediátrica possui uma cobertura vacinal muito boa para prevenção da meningite. Por isso é essencial manter o cartão de vacinação atualizado”, afirmou.
Dr. Paulo Siqueira ainda explicou os principais sinais de alerta da doença. Em crianças maiores e adultos, os sintomas costumam incluir febre alta, vômitos, mal-estar intenso, convulsões e manchas avermelhadas ou arroxeadas pelo corpo.
Já em bebês e crianças pequenas, os sinais podem ser mais difíceis de identificar.
“Os bebês podem apresentar irritabilidade, sonolência excessiva, dificuldade para se alimentar, febre e vômitos. São sintomas que exigem atendimento médico imediato”, alertou.
Além da vacinação, o especialista destacou que alimentação adequada e boa nutrição também ajudam na prevenção, fortalecendo o sistema imunológico e reduzindo riscos de agravamento da doença.
Por fim, o médico pediu cautela diante das informações divulgadas sobre o tema e reforçou a importância de buscar orientação em fontes confiáveis.
“Se houvesse um cenário de surto, o próprio Ministério da Saúde adotaria medidas específicas de vacinação e contenção. Neste momento, a população precisa manter a calma, se informar corretamente e seguir as orientações médicas”, concluiu.
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