RAFAEL COSTA/Folha Max
31/12/2015 - 09:24
Ao defender o impeachment da presidente da República Dilma Rousseff (PT), o senador Blairo Maggi (PR) disse acreditar que só a saída da petista pode recuperar a economia brasileira que está em fase retração e caminha para uma recessão econômica nos próximos anos. Neste contexto, Maggi disse que a única alternativa viável é apostar no vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB.
“O Michel Temer e o PMDB são uma esperança. Essa é a diferença de continuar em um processo que você sabe que não vai adiante e outro que tem uma possibilidade de mudança. É nisso que o Brasil deve agarrar e a partir daí pensar em um 2016 melhor”, declarou.
Aliado do PT desde o segundo turno das eleições presidenciais de 2006, Maggi revelou que sua mudança política de defender o impeachment se dá por motivos econômicos. “Nós temos uma única possibilidade de fazer uma mudança na economia, via política, que é o impeachment da presidente da República. Eu digo isso porque, com a Dilma e o governo que está aí, continuaremos na mesma rota ou até pior”.
Maggi avalia que o cenário da economia brasileira desagrada empresários e desestimula o empreendedorismo para estimular geração de emprego e distribuição de renda. “A economia vive essencialmente de crédito, e crédito é confiança. Se eu tenho uma empresa e não consigo crédito, não consigo funcionar porque a partir do momento que se perde o crédito, o banco sobe a taxa de juros e aumenta as garantias. As empresas deixam de produzir, o que gera queda na arrecadação do município, Estado e União. E aí as empresas e os Estados entram em falência”.
Sem citar ninguém nominalmente, Maggi ainda criticou a condução da política econômica do governo federal e lamentou que as conquistas sociais obtidas nos últimos anos caminhem para a destruição. “Os economistas dizem que, em 2018, o Brasil vai ter uma renda per capita de 2009. Isso é uma tragédia. São 10 milhões de pessoas que ascenderam socialmente que vão voltar para as classes D e E. Isso é uma tragédia social”, disse.
Por fim, Maggi disse acreditar que o Congresso Nacional leve em consideração o desfecho da economia para concluir em tempo célere o processo de impeachment. “O processo começou e aguardamos o desfecho disso. Seja em março ou abril de 2016, mas o Brasil precisa sair deste impasse”.
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